sábado, 31 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
O REINO DO SILÊNCIO
Perdido nas memórias do tempo e do espaço vivia um Reino feliz, o Reino de Palavras, governado pelo sábio Rei Arnon.
O Rei tinha duas filhas, princesas de rara beleza, cantada em prosa em verso pelos poetas da terra.
O Reino era conhecido por produzir muitos poetas e cantadores que eram dotados do dom da Divina Palavra.
Artistas que viajam a outros Reinos, encantando a todos pela sua habilidade em produzir, cantar e declamar poemas.
Uma das princesas, alem da beleza, era dotada também de uma voz de raríssimo timbre e afinação.
Todos que a ouviam cantar a beira do lago ou caminhando pelos bosques adjacentes ao Castelo se impressionavam.
Ao norte havia o Reino de Armas, respeitado pelo seu poderoso exercito e comandado pelo temido Rei Urias, guerreiro fortíssimo e mestre de varias armas.
Como a região era ameaçada por hordas bárbaras que invadiam os dois Reinos em incursões e ataques inesperados, o Rei Urias sugeriu que os dois Reinos se unissem em um único com o casamento de seus príncipes sucessores.
O Rei Arnon gostou da sugestão e se dispôs a casar sua filha Leonara que era a primeira na linha de sucessão.
O príncipe Willians, do Reino de Armas disse que aceitaria se casar apenas com a outra princesa, Helenia, a que cantava.
E assim foi feito e os Reinos de Palavras e de Armas se uniram passando a se chamar Império de Parmas.
O casamento fora marcado para a próxima primavera, dalí há alguns meses.
Leonara inconformada, e sabedora que a irmã ia toda tarde para beira do lago se encontrar e cantar com o jovem poeta Arturo, passou a espalhar pelo Reino que a princesa Helenia tinha um amante e que traia o seu prometido.
Aquelas palavras venenosas passaram a circular o Reino pela boca de seus súditos e chegaram aos ouvidos do Rei Urias.
O Rei de Armas, furioso, cancelou o contrato de união entre os Reinos e ameaçou invadir e destruir o Reino de Palavras.
Ciente de que não seria páreo para o exercito de Armas o Rei Arnon mandou emissário propondo a Urias que ditasse seus termos para se evitar a invasão.
O Rei Urias declarou que só uma medida seria aceita para se evitar a guerra, que a princesa Helenia fosse aprisionada na torre do castelo e que de lá isolada, pudesse apenas mirar seus lagos e bosques, pena cruel para a jovem princesa.
Helenia, privada de sua liberdade e do convívio com o que mais gostava começou a definhar, tendo caído em coma profundo.
Leonara, arrependida, foi ao Rei, seu pai e revelou a trama que promovera para o rompimento do casamento e do acordo entre os dois Reinos.
O Rei Arnon transtornado determinou que a filha fosse banida do Reino junto com um grupo de damas e cavalheiros de sua confiança e expediu ordem para que os médicos da corte fizessem de tudo para salvar a vida da princesa Helenia.
Nada do que foi feito conseguiu reverter o quadro e a princesa permanecia em seu sono profundo.
O Rei Arnon decretou que a partir daquela data e até que a princesa se recuperasse qualquer palavra estaria proibida no Reino sob pena de morte. Todos só poderiam se comunicar com gestos.
Estabeleceu então o Reino do Silêncio Absoluto.
O Poeta Arturo e alguns companheiros continuaram se reunindo às escondidos em cavernas da região para promover seus poemas e cantos e não deixar que a velha arte se perdesse.
Arturo não se conformava com aquela proibição absurda e num determinado dia, propôs aos seus companheiros desafiarem a lei do silencio, mesmo que isto implicasse na pena capital. A revolução das palavras teve inicio com um grupo de jovens cantores e poetas, cantando com toda a força de suas palavras pelos bosques e vales do Reino.
Logo chegou a guarda real e prendou o pequeno grupo de revoltosos, lançando-os na masmorra.
O julgamento foi sumario e marcada a data da execução.
Num dia sombrio, o cadafalso montado no pátio em frente ao castelo se matinha como testemunha muda daquela lei de exceção que condenava à morte a manifestação sagrada da livre palavra.
No momento em que o verdugo se colocou em posição para acionar a alavanca do engenho da forca, o silencio de morte foi interrompido por uma voz maviosa que parecia vinda dos céus. A voz de um anjo ecoava agora com força se espalhando mágica por todos os recantos do castelo.
Todos os olhares se voltaram para a torre mais alta e lá estava ela, a princesa Helenia que, refeita do seu sono profundo, pedia clemente em seu canto divino, pela vida dos seus amigos poetas e pelo resgate do maior valor do Reino que fora colocado sob lei marcial, todas as palavras e cantos e todas as formas de livre manifestação.
João Drummond
O Rei tinha duas filhas, princesas de rara beleza, cantada em prosa em verso pelos poetas da terra.
O Reino era conhecido por produzir muitos poetas e cantadores que eram dotados do dom da Divina Palavra.
Artistas que viajam a outros Reinos, encantando a todos pela sua habilidade em produzir, cantar e declamar poemas.
Uma das princesas, alem da beleza, era dotada também de uma voz de raríssimo timbre e afinação.
Todos que a ouviam cantar a beira do lago ou caminhando pelos bosques adjacentes ao Castelo se impressionavam.
Ao norte havia o Reino de Armas, respeitado pelo seu poderoso exercito e comandado pelo temido Rei Urias, guerreiro fortíssimo e mestre de varias armas.
Como a região era ameaçada por hordas bárbaras que invadiam os dois Reinos em incursões e ataques inesperados, o Rei Urias sugeriu que os dois Reinos se unissem em um único com o casamento de seus príncipes sucessores.
O Rei Arnon gostou da sugestão e se dispôs a casar sua filha Leonara que era a primeira na linha de sucessão.
O príncipe Willians, do Reino de Armas disse que aceitaria se casar apenas com a outra princesa, Helenia, a que cantava.
E assim foi feito e os Reinos de Palavras e de Armas se uniram passando a se chamar Império de Parmas.
O casamento fora marcado para a próxima primavera, dalí há alguns meses.
Leonara inconformada, e sabedora que a irmã ia toda tarde para beira do lago se encontrar e cantar com o jovem poeta Arturo, passou a espalhar pelo Reino que a princesa Helenia tinha um amante e que traia o seu prometido.
Aquelas palavras venenosas passaram a circular o Reino pela boca de seus súditos e chegaram aos ouvidos do Rei Urias.
O Rei de Armas, furioso, cancelou o contrato de união entre os Reinos e ameaçou invadir e destruir o Reino de Palavras.
Ciente de que não seria páreo para o exercito de Armas o Rei Arnon mandou emissário propondo a Urias que ditasse seus termos para se evitar a invasão.
O Rei Urias declarou que só uma medida seria aceita para se evitar a guerra, que a princesa Helenia fosse aprisionada na torre do castelo e que de lá isolada, pudesse apenas mirar seus lagos e bosques, pena cruel para a jovem princesa.
Helenia, privada de sua liberdade e do convívio com o que mais gostava começou a definhar, tendo caído em coma profundo.
Leonara, arrependida, foi ao Rei, seu pai e revelou a trama que promovera para o rompimento do casamento e do acordo entre os dois Reinos.
O Rei Arnon transtornado determinou que a filha fosse banida do Reino junto com um grupo de damas e cavalheiros de sua confiança e expediu ordem para que os médicos da corte fizessem de tudo para salvar a vida da princesa Helenia.
Nada do que foi feito conseguiu reverter o quadro e a princesa permanecia em seu sono profundo.
O Rei Arnon decretou que a partir daquela data e até que a princesa se recuperasse qualquer palavra estaria proibida no Reino sob pena de morte. Todos só poderiam se comunicar com gestos.
Estabeleceu então o Reino do Silêncio Absoluto.
O Poeta Arturo e alguns companheiros continuaram se reunindo às escondidos em cavernas da região para promover seus poemas e cantos e não deixar que a velha arte se perdesse.
Arturo não se conformava com aquela proibição absurda e num determinado dia, propôs aos seus companheiros desafiarem a lei do silencio, mesmo que isto implicasse na pena capital. A revolução das palavras teve inicio com um grupo de jovens cantores e poetas, cantando com toda a força de suas palavras pelos bosques e vales do Reino.
Logo chegou a guarda real e prendou o pequeno grupo de revoltosos, lançando-os na masmorra.
O julgamento foi sumario e marcada a data da execução.
Num dia sombrio, o cadafalso montado no pátio em frente ao castelo se matinha como testemunha muda daquela lei de exceção que condenava à morte a manifestação sagrada da livre palavra.
No momento em que o verdugo se colocou em posição para acionar a alavanca do engenho da forca, o silencio de morte foi interrompido por uma voz maviosa que parecia vinda dos céus. A voz de um anjo ecoava agora com força se espalhando mágica por todos os recantos do castelo.
Todos os olhares se voltaram para a torre mais alta e lá estava ela, a princesa Helenia que, refeita do seu sono profundo, pedia clemente em seu canto divino, pela vida dos seus amigos poetas e pelo resgate do maior valor do Reino que fora colocado sob lei marcial, todas as palavras e cantos e todas as formas de livre manifestação.
João Drummond
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Palavra
PALAVRAS
[Do gr. parabolé, pelo lat. parabola.]
S. f.
1 - Unidade mínima com som e significado que pode sozinha, constituir enunciado; forma livre.
2 - Unidade pertencente a uma das grandes classes gramaticais, como, p. ex., substantivo, verbo, adjetivo, advérbio,
3 - Alta expressão do pensamento; verbo.
4 - Faculdade de expressar idéias por meio de sons articulados; fala
5 - Modo de ver; opinião, afirmação, asserto.
6 - Alocução, oração, discurso
7 - Doutrina
8 - Promessa verbal
9 - Permissão ou direito de falar
10 - Maneira de falar
Palavra de conteúdo
Palavra de honra.
Protesto verbal que afirma a realização de promessa.
Palavra de rei.
Promessa que será seguramente cumprida; afirmação incontestável.
Palavra entrecruzada - Formação vocabular que resulta da combinação de palavras, ou da parte inicial de uma palavra com a parte final de outra; amálgama. [P. ex.: showmício < show + comício.]
Palavra erudita - A que é tomada por empréstimo diretamente às línguas clássicas, não apresentando assim mudança fonética; cultismo, eruditismo; mot savant.
Palavra funcional - Palavra cujo significado expressa relações gramaticais, como, p. ex., as conjunções; palavra gramatical, palavra estrutural, palavra vazia. [Cf. palavra lexical.]
Palavra gramatical - Determinada unidade de um paradigma gramatical; palavra morfossintática. [Tb. se diz apenas palavra.] [No português padrão do Brasil, amamos representa duas palavras gramaticais diferentes: a primeira pessoa do plural do presente do indicativo de amar, e a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do mesmo lexema.]
Palavra lexical - Aquela cujo significado refere o mundo biossocial; palavra de conteúdo. [Cf. palavra funcional.]
Palavra morfossintática - V. palavra gramatical.
Palavra reservada
Palavra-chave (3).
Palavras cruzadas - Espécie de charada em que, achando a palavra que resume uma das definições dadas, o cruzadista a inscreve na conveniente fileira ou coluna de um desenho quadriculado, de tal modo que cada letra de uma palavra horizontal entre na composição de outra palavra vertical.
Palavra semi-erudita - A que é tomada por empréstimo diretamente às línguas clássicas, apresentando, entretanto, pequena adaptação fonética; semicultismo, semi-eruditismo.
Palavra vazia – Sem conteúdo.
Cortar a palavra a - Impedir que continue a falar.
Dar a palavra a - Permitir (o presidente duma assembléia) que alguém fale. Assegurar o cumprimento de uma promessa.
De palavra - Que cumpre aquilo que promete. Empenhar a palavra. Obrigar-se por promessa.
Em quatro palavras - Com brevidade; brevemente, laconicamente.
Medir as palavras - Atentar bem no que diz; falar com prudência; pesar as palavras.
Molhar a palavra - Beber vinho ou outra bebida espirituosa.
Não dar uma palavra - Abster-se de falar; calar (-se).
Pedir a palavra - Solicitar permissão para falar numa assembléia.
Pegar na palavra - Dispor-se a exigir o cumprimento do prometido.
Pesar as palavras - Medir as palavras.
Santas palavras - Exclamação proferida por alguém que ouve, enfim, palavras que desejava ouvir.
Exclamação de quem ouve dizer, afinal, que chegou a hora de comer ou de beber.
Ser a última palavra em - Ser o que há de mais moderno, mais avançado, mais perfeito.
Ter palavra - Cumprir o que promete.
Ter a palavra - Ser autorizado a falar, numa assembléia.
Ter a palavra fácil - Ter desembaraço para fazer discursos, para falar.
Tirar a palavra da boca de - Antecipar-se em declarar o que ia ser dito por (outra pessoa).
Última palavra - Palavra, opinião, resolução definitiva, irrevogável.
Sobre a Palavra
No principio era o verbo...
Pelas suas palavras serás justificado... E condenado.
Eu penso, logo existo. (René Descartes)
Eu comunico meu pensamento, logo apareço.
A palavra como expressão da individualidade.
[Do gr. parabolé, pelo lat. parabola.]
S. f.
1 - Unidade mínima com som e significado que pode sozinha, constituir enunciado; forma livre.
2 - Unidade pertencente a uma das grandes classes gramaticais, como, p. ex., substantivo, verbo, adjetivo, advérbio,
3 - Alta expressão do pensamento; verbo.
4 - Faculdade de expressar idéias por meio de sons articulados; fala
5 - Modo de ver; opinião, afirmação, asserto.
6 - Alocução, oração, discurso
7 - Doutrina
8 - Promessa verbal
9 - Permissão ou direito de falar
10 - Maneira de falar
Palavra de conteúdo
Palavra de honra.
Protesto verbal que afirma a realização de promessa.
Palavra de rei.
Promessa que será seguramente cumprida; afirmação incontestável.
Palavra entrecruzada - Formação vocabular que resulta da combinação de palavras, ou da parte inicial de uma palavra com a parte final de outra; amálgama. [P. ex.: showmício < show + comício.]
Palavra erudita - A que é tomada por empréstimo diretamente às línguas clássicas, não apresentando assim mudança fonética; cultismo, eruditismo; mot savant.
Palavra funcional - Palavra cujo significado expressa relações gramaticais, como, p. ex., as conjunções; palavra gramatical, palavra estrutural, palavra vazia. [Cf. palavra lexical.]
Palavra gramatical - Determinada unidade de um paradigma gramatical; palavra morfossintática. [Tb. se diz apenas palavra.] [No português padrão do Brasil, amamos representa duas palavras gramaticais diferentes: a primeira pessoa do plural do presente do indicativo de amar, e a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do mesmo lexema.]
Palavra lexical - Aquela cujo significado refere o mundo biossocial; palavra de conteúdo. [Cf. palavra funcional.]
Palavra morfossintática - V. palavra gramatical.
Palavra reservada
Palavra-chave (3).
Palavras cruzadas - Espécie de charada em que, achando a palavra que resume uma das definições dadas, o cruzadista a inscreve na conveniente fileira ou coluna de um desenho quadriculado, de tal modo que cada letra de uma palavra horizontal entre na composição de outra palavra vertical.
Palavra semi-erudita - A que é tomada por empréstimo diretamente às línguas clássicas, apresentando, entretanto, pequena adaptação fonética; semicultismo, semi-eruditismo.
Palavra vazia – Sem conteúdo.
Cortar a palavra a - Impedir que continue a falar.
Dar a palavra a - Permitir (o presidente duma assembléia) que alguém fale. Assegurar o cumprimento de uma promessa.
De palavra - Que cumpre aquilo que promete. Empenhar a palavra. Obrigar-se por promessa.
Em quatro palavras - Com brevidade; brevemente, laconicamente.
Medir as palavras - Atentar bem no que diz; falar com prudência; pesar as palavras.
Molhar a palavra - Beber vinho ou outra bebida espirituosa.
Não dar uma palavra - Abster-se de falar; calar (-se).
Pedir a palavra - Solicitar permissão para falar numa assembléia.
Pegar na palavra - Dispor-se a exigir o cumprimento do prometido.
Pesar as palavras - Medir as palavras.
Santas palavras - Exclamação proferida por alguém que ouve, enfim, palavras que desejava ouvir.
Exclamação de quem ouve dizer, afinal, que chegou a hora de comer ou de beber.
Ser a última palavra em - Ser o que há de mais moderno, mais avançado, mais perfeito.
Ter palavra - Cumprir o que promete.
Ter a palavra - Ser autorizado a falar, numa assembléia.
Ter a palavra fácil - Ter desembaraço para fazer discursos, para falar.
Tirar a palavra da boca de - Antecipar-se em declarar o que ia ser dito por (outra pessoa).
Última palavra - Palavra, opinião, resolução definitiva, irrevogável.
Sobre a Palavra
No principio era o verbo...
Pelas suas palavras serás justificado... E condenado.
Eu penso, logo existo. (René Descartes)
Eu comunico meu pensamento, logo apareço.
A palavra como expressão da individualidade.
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